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O ano de 2013 foi o primeiro em que tivemos um cenário digital significativo no Brasil. A aposta dos grandes players no país teve como consequência um maior investimento por parte das editoras. Estas, se não haviam convertido seu catálogo, começaram a fazê-lo. Se ainda não possuíam rotinas de lançamentos simultâneos, implementaram. Se não pensavam em estratégias para o digital ou utilizando o digital como meio, passaram a considerar a ideia. Houve, pela primeira vez, um evento organizado pelo Revolução eBook, contemplando a visão daqueles que estão de fato inseridos no mercado de livros digitais. E, diante de tais acontecimentos, no ano de 2013 o e-book passou a ser evidente como produto, tanto para as editoras quanto para os leitores.

Hoje, com empresas como Apple, Google, Kobo e Amazon no país (e especulações a respeito do futuro ingresso da B&N), possuímos, pela primeira vez, uma estrutura capaz de se comparar aos mercados pioneiros no digital.

Vemos que o investimento de cada player  em popularizar seus dispositivos desencadeia a disseminação do conteúdo em suas bases. A experiência de leitura digital através de e-readers (também chamados de leitores dedicados) minimiza o estranhamento e o preconceito, pois estes aparelhos superam em conforto e facilidade as expectativas de potenciais leitores digitais.

A informação e a visibilidade também se dão pela presença física dos players em quiosques de shoppings e livrarias, assim como a crescente participação dos mesmos em eventos originalmente voltados para a divulgação de obras impressas, como a FLIP e a Bienal do Rio, principais eventos – literário e livreiro, respectivamente – do país.

Vale ressaltar que, na Bienal do Rio em específico, foi identificado um crescimento dos estandes vinculados a empresas de tecnologia concomitante à redução de estandes de livrarias. Ainda falando da Bienal, algumas editoras adotaram estratégias de preços comumente utilizadas no digital, lançando promoções de livros (impressos) a R$9,90, como forma de dar rotatividade ao catálogo.

Mesmo diante deste panorama de desenvolvimento, ainda há muitos sensos comuns sendo proferidos como verdades e poucos meios suscitando discussões mais aprofundadas a respeito do livro digital. Nos meios que existem, por outro lado, poucos trazem a perspectiva das editoras e de suas rotinas.

O Colofão surge desta demanda por informação e discussão de questões corriqueiras do universo daqueles que lidam com os e-books no dia a dia e que veem como publicações digitais atuam na composição de rotinas e cronogramas dentro de uma editora.

escrito por Colofão

Colofão

12 comentários sobre “playOrder=“1”

  1. É preciso dar voz a quem vive empiricamente de fazer e vender ebooks. Teoria é bom, mas passou da hora de botar a mão na massa! Parabéns pela iniciativa!

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