Play Livros, Cardboard, integração e possibilidades educacionais

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Direto ao ponto: hoje tratarei aqui do ecossistema (ainda não totalmente unificado) do Google, iniciando o papo com alguns recursos pouco explorados (no entanto, presentes) e terminando nas possibilidades educacionais (reais) do Cardboard.

Todos sabemos que trata-se de uma empresa de tecnologia conhecida, principalmente pelos produtos que disponibiliza em troca dos dados do usuário, utilizando-se, como outras empresas, destes dados para direcionamento personalizado de anúncios.

Apreveitando os ganchos:

Leitura no celular

Josué falou recentemente sobre sua experiência de leitura no celular (leia aqui) e, bem, é basicamente onde tenho lido nos últimos meses. Apesar de gostar bastante dos e-readers e acreditar que sua tecnologia de iluminação interna foram um tremendo avanço, preciso confessar que o modo de leitura noturna do Google Play Livros me cansa menos os olhos do que a luz azulada dos e-readers. Nele, o texto, em vez de branco, ganha um tom alaranjado. Com a diminuição manual do brilho, em ambiente totalmente escuro, leio sem incômodo e, acima de tudo, sem incomodar quem está ao meu lado.

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Alguns podem argumentar que o celular ficará enviando notificações constantes de tudo que acontece na suas redes ou nos WhatsApp/Telegram. Bem, de minha parte, silencio a maior parte delas e, para comunicação, utilizo mais o Hangouts do que qualquer outra coisa.

Este aplicativo (antigo Google Talk) possui algumas vantagens por conta de sua integração com o sistema. Uma delas é o fato de que, quando o modo noturno do Play está ligado, mostra apenas uma notificação retangular acima da tela (esta, igualmente escura), no mesmo tema do app de leitura. Existe ainda a opção de responder a mensagem diretamente na notificação, sem a necessidade de abrir o aplicativo (o que evita a iluminação repentina do ambiente).

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Já há algum tempo, outra integração me chamou a atenção (um salve ao conceito de Big Data. Salve!): suas anotações e marcações do livro são automaticamente salvas como um documento em sua pasta do Google Docs. Falando como estudante, posso garantir que isso é um tremendo adianto; todavia, o recurso só funciona completamente (exibindo o texto destacado na leitura) em livros que não possuem DRM. De todo modo, basta clicar no link do documento para que o livro seja aberto na página em que a anotação foi feita, tornando-a acessível.

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Apreveitando os ganchos 2:

Os e-books do futuro

Já a Marina escreveu recentemente sobre o Editions at Play (leia aqui), e agora começarei a falar do Cardboard.
Para quem não sabe, o Cardboard, em seu modelo mais básico, é uma caixa de papelão onde você encaixa seu celular. Esta caixa (que comprei no Mercado Livre por R$45,00) possui pareamento por NFC, um par de lentes e um ímã que funciona como botão quando puxado para baixo.

Minha experiência pessoal com a caixinha tem sido maravilhosa. Além de ter um preço super acessível, funciona muito bem e já possui uma quantidade razoável de conteúdos: Street View, Google Earth, canais no YouTube, jogos e apps experimentais como o War of Words, no qual você está em um campo de batalha virtual, com um poema projetado e sendo lido. O New York Times também possui histórias mensais disponibilizadas para a imersão em VR gratuitamente.

Falando do segmento educacional, muitos conteúdos podem ser criados utilizando apenas a caixinha e o smartphone, por exemplo, redações sobre fotos 3D nas quais os alunos podem caminhar. Outros já estão aí e não dependem do domínio de outra língua: biologia marinha num mergulho virtual em Fernando de Noronha (ou no Ártico), geografia através dos climas de uma região, física numa corrida de motos, elementos químicos numa viagem espacial e assim por diante.

Esse vídeo é bastante ilustrativo:

De minha parte, posso garantir 3 afirmações:

  1. não me incomodaria em ler através da caixa e nem em passear pelas edições citadas pela Marina.
  2. Foram os R$45,00 mais bem gastos em muito tempo.
  3. Acho que ficaria mareado em viagens espaciais.

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[ Se você se interessou minimamente por VR, acesse o link abaixo ]
http://vrse.com/ ]

PS. Sério, acessem, é maravilhoso.

escrito por Antonio Hermida

Antonio Hermida

Antonio Hermida cursou Análise de Sistemas (UNESA), Letras – Português-Latim (UFF) e Letras – Português-Literaturas (UFF). Começou a trabalhar com e-books em 2009, na editora Zahar e, em 2011, passou a atuar como Gerente de Produção para Livros Digitais na Simplíssimo Livros, onde também ministrava cursos (Produzindo E-Books com Software Livre) e prestava consultorias para criação de departamentos digitais em editoras e agências.
Coordenou o departamento de Mídias Digitais da editora Cosac Naify sendo também colunista do blog da editora.
Atualmente presta serviços e consultoria para diversas editoras.

Entre outras coisas, é entusiasta da cultura Open Source e tem Kurt Vonnegut como guru.

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